r/devpt • • 21h ago

Carreira Estudante de Engenharia Informática no 2ºano: Conselhos, Mercado de Trabalho

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Boas malta!

Sou estudante no 2ºano de Engenharia Informática e Computação na FEUP, tenho interesse em IA e cibersegurança e queria ouvir a vossa opinião acerca de assuntos da nossa área que possam parecer assustadores para alguém que ainda está a estudar (peço desculpa se estas perguntas já apareceram 10 000 vezes aqui 😅):

1 - O que devia estar a fazer agora?

Ou seja, para um estudante do segundo ano o que aconselhavam? O que gostavam de ter feito mais cedo? Que competências devo desenvolver fora das aulas? Sites como o LeetCode/TryHackMe e Coursera realmente fazem a diferença?

2 - Está mesmo difícil entrar no mercado?

Digo isto pois vejo opiniões divididas, se por um lado alguns dizem que o mercado júnior está muito limitado, outros dizem que continua a haver muita procura. Como está a realidade em Portugal para quem está a acabar a licenciatura ou o mestrado e o que é que faz um júnior destacar-se? Vejo bastantes pessoas a dizer que acabaram o curso e nem direito a uma entrevista têm, o que é desmotivante.

3. Mestrado em IA ou em Cibersegurança?

Sei que ainda faltam dois anos para decidir, mas gostava de perceber a realidade em Portugal e lá fora: qual vêem com melhor futuro em procura, salários e tipo de trabalho? Interesso-me mais por cibersegurança. Sei que não é o paraíso que as redes sociais pintam, mas é uma área promissora?

4. Engenharia de software ainda é viável a longo prazo?

Com as ferramentas de IA a escreverem cada vez mais código, vale a pena apostar em software?

Obrigado malta, qualquer opinião ajuda, mesmo que seja só "faz X e esquece Y", peço desculpa pela quantidade de perguntas, abraço amigos!


r/devpt • • 2h ago

Webdev Como é que as empresas portuguesas lidam com responsible disclosure?

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Encontrei uma vulnerabilidade razoavelmente grave(IDOR) num site português. Empresa média(conhecida), sem página /security nem security.txt visível e antes de reportar queria perceber a experiência de quem já passou por isto cá:

  • Como abordaram o primeiro contacto? Email geral, LinkedIn de alguém, formulário de suporte?
  • Demoraram a responder?
  • Levaram a sério ou trataram como spam?
  • Alguém já teve problemas legais ao reportar de boa fé? (Preocupado com isto)
  • Houve algum tipo de reconhecimento, recompensa ou simplesmente silêncio depois de corrigirem?

r/devpt • • 1h ago

Carreira Mestrado em Data, 2 meses a enviar CVs e zero respostas. O que estou a fazer mal?

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Olá a todos,

Preciso de desabafar um bocado, mas sobretudo de conselhos de quem já passou por isto.

Contexto rápido:

- Estou no 2.º ano do mestrado em Data Science (venho de Física)

- Fiz um estágio de verão na banca

- Sou coautor de um paper em revisão na Nature Machine Intelligence (ML aplicado a baterias)

- Faço projetos paralelos (forecasting, pipelines de dados, dashboards, deep learning) e estou a trabalhar num projeto com uma empresa da área

- Tenho boas notas, estou entre os melhores da turma

Há cerca de 2 meses que mando candidaturas para todo o lado: consultoras, programas de trainee, graduate programs, vagas júnior de data e candidaturas espontâneas. Adapto o CV e a carta a cada vaga. Resultado: praticamente silêncio. Nem sequer um "não", simplesmente nada.

O meu objetivo é fazer a tese (apresento em junho/julho) dentro de uma empresa, para servir de porta de entrada. Posso começar a tempo inteiro já em novembro. Mas não encontro propostas e, quando me candidato, ninguém responde.

Estou completamente desmotivado e já não sei bem o que fazer. Começo a perguntar-me se o problema é o CV, a forma como me candidato, o timing, ou se o mercado está mesmo assim.

Para quem tem mais experiência:

  1. Vale a pena continuar a candidatar-me pelos portais, ou é perda de tempo?

  2. Como é que se arranja uma tese em empresa em Portugal? Contacto direto com as equipas, através de professores, LinkedIn?

  3. Conhecem empresas que aceitem teses em data/ML/AI?

Obrigado a quem tiver paciência para ler.


r/devpt • • 15h ago

Carreira Estágio curricular de Informática sugestões de empresas em Gaia ou no Porto

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Sou estudante da licenciatura Informática (UMAIA), acabei todo o plano curricular só me falta o estágio para ir buscar o diploma.Estou à procura de uma empresa onde possa realizar o meu estágio curricular de 250 horas.
Já enviei candidaturas para várias empresas, tanto por email como através dos respetivos portais, mas até agora não recebi respostas(Estou a 1 mês praticamente só a mandar currículos). Por isso, decidi pedir ajuda por aqui.
Tenho interesse em suporte informático, redes e administração de sistemas, mas estou aberto a outras oportunidades na área de Informática. Quero sobretudo aprender, ganhar experiência prática e contribuir para a equipa.
Conhecem empresas que aceitem estágios curriculares desta duração? Se alguém tiver uma sugestão, um contacto de recrutamento ou trabalhar numa empresa que possa receber estagiários, agradeço imenso.

Ps: não entendo como é que as empresas não querem um trabalhador grátis ☹️


r/devpt • • 3h ago

Carreira Júnior recém-mestre com 2 propostas: SWE “clássico” (Java/Spring) ou AI-native full stack?

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Olá a todos, acabei recentemente o mestrado em Engenharia Informática no IST, com especialização em SWE e Cibersegurança, e tenho duas propostas em cima da mesa para o meu primeiro trabalho na área depois de algum tempo a procurar trabalho fucking finally. A dúvida é menos sobre as empresas e mais sobre o rumo da carreira, por isso gostava muito da opinião de quem já anda nisto há mais tempo.

Opção A: Software Engineer

  • Contrato sem termo, 6 meses de período experimental
  • ~1.640€ brutos x14 + sub. alimentação, participação nos lucros potencial (até 1 salário/ano)
  • Seguro de saúde, telemóvel e outros dispositivos, até 31 dias de férias
  • Híbrido, 1-2 dias/semana no escritório (Amoreiras)
  • Stack mais tradicional: Java + Spring, com alguma componente de IA a entrar agora para otimização de workflows e pipeline de testes automáticos;
  • Parece-me uma boa escola para aprender os fundamentos a sério: arquitetura, código em produção, manutenção, contexto empresarial

Opção B: Junior Full Stack Developer (AI-Native)

  • Contrato de estágio de 6 meses, seguido de avaliação; se ficar, há aumento (ainda sem valores concretos)
  • 1.600€ brutos/mês + cartão refeição (10,46€/dia), subsídios de férias e Natal proporcionais pagos no fim do estágio
  • Seguro de saúde, formação
  • Híbrido, 12 dias/mês no escritório (Parque das Nações)
  • Angular + Node.js/NestJS, Oracle/TypeORM, testes com Jest/Supertest
  • A premissa é que os agentes (Claude Code, Cursor, etc.) escrevem grande parte do código e o engenheiro escreve specs, revê, testa e decide o que vai para produção
  • Pedem fundamentos sólidos (TS, HTTP/REST, SQL, async) precisamente para conseguires perceber quando o agente errou, e prometem mentoria focada em “engineering judgment”

Em termos de dinheiro estão praticamente empatadas. A diferença está na estabilidade (sem termo vs estágio) e no tipo de aprendizagem.

Ultimamente ando bastante confuso com a IA. Por um lado, tenho receio de que a profissão mude tanto que quem não esteja “dentro” fique para trás. Por outro, tenho medo de saltar já para a montanha-russa sem bases sólidas e acabar a orquestrar ferramentas sem perceber bem o que está por baixo.

O que mais me interessa é backend e SWE “a sério”: desenhar sistemas, APIs, dados, código que aguenta anos em produção; sempre fui fascinado por isso e queria ter isso como primeiro trabalho, afinal de contas o primeiro trabalho é para experimentar e ver se gosto mesmo das coisas caralho. Nesse sentido a primeira opção bate mais com o que quero, enquanto que a segunda opção é full stack com bastante Angular, que me puxa menos. Mas também percebo que rever, especificar e decidir o que vai para produção é engenharia na mesma, só que noutro formato.

A minha tese foi precisamente sobre colaboração com IA no ciclo de desenvolvimento, com specs como base, por isso a opção B bate muito com o que estudei. Mas trocar um sem termo por um estágio de 6 meses deixa-me de pé atrás.

Perguntas concretas:

  • Como júnior, rever código gerado por agentes ensina engenharia a sério, ou só se aprende bem a escrever o código “à mão” primeiro?
  • Java/Spring ainda é um bom investimento para os próximos 5–10 anos?
  • Trocariam um sem termo por um estágio numa função mais alinhada com o futuro?
  • Quem já trabalha em equipas AI-native: como tem sido a curva de aprendizagem de quem entrou como júnior?
  • Se houver uma correção no mercado de IA (a famosa “bolha”), qual destas posições acham mais exposta?
  • Para quem quer seguir backend/SWE a longo prazo, faz mais sentido começar num stack backend sólido ou numa função full stack AI-native?

Obrigado desde já, qualquer perspectiva ajuda!!