TL;DR: Home office finalizado! Fosi K7 centralizando o áudio do PC (USB-C), PS5 (óptico via extrator HDMI OREI) e dispositivos via Bluetooth. Par de Edifier MR5 com pads de espuma Ekkogo para reduzir vibrações e direcionar o som. Também empilhei os monitores verticalmente, deixando o setup mais organizado e a mesa com mais espaço. Muito satisfeito com o resultado! 🎧
Boa noite pessoal, tudo bem?
Algum tempo atrás postei aqui pedindo uma ajudinha de ideias pra montar o meu home office, e eis-me aqui com ele finalizado!
Consegui montar a configuração que eu queria, com um DAC centralizando todo o sinal, e tocando o par de monitores.
De DAC, comprei um Fosi K7, que tem as entradas que eu gostaria - optica, usb-c, bluetooth, e ainda sobra um coaxial, além de uma entrada auxiliar.
- A entrada óptica, eu uso no PS5, junto com um extrator de áudio HDMI da OREI.
- A entrada usb-c, uso para o computador.
- E o bluetooth, para coisas diversas, como o telefone, o macbook, etc.
Como a ideia era ter o sinal de usb-c porém a alimentação ser separada, para poder usar com o computador desligado, esse DAC da Fosi foi uma das, senão a melhor opção que encontrei, ainda mais que pude trazer de fora, junto com o extrator HDMI.
Para as caixas, é um par de monitores MR5 da Edifier, que me surpreenderam pela qualidade. Claro que, como moro em apartamento, não coloco altos volumes, mas gostei da equalização delas, um som gostoso e me parece ter um palco sonoro bem interessante, ainda mais pelo custo x benefício.
Adicionei um par de pads de espuma embaixo de cada caixa, para diminuir a vibração em contato com a mesa, e também para deixar em um ângulo mais direcionado ao ouvido de quem senta na cadeira. Esse pad comprei pela Amazon da Ekkogo.
Por fim, troquei o suporte dos monitores para posicioná-los um em cima do outro. Nunca tinha usado assim, e me surpreendeu, tenho gostado bastante, e, além disso, ficou muito mais bonito e organizado, parecendo até que a mesa ficou mais espaçosa.
Bom, como alguns de vocês me ajudaram quando eu perguntei, aqui vai o resultado final!
E se alguém tiver alguma dúvida ou sugestão, sinta-se à vontade para comentar!
Respondendo ao título: para mim? Sim. Depois de um mês de testes e de bastante relutância em afirmar isso, o Huo Shu virou minha recomendação principal nessa faixa. O UA Guangzhi ocupava esse lugar, e eu não estava procurando um substituto.
O detalhe é que o Huo Shu custa US$50 e aparece frequentemente por cerca de R$250 no Brasil. Estou comparando com uma faixa mais cara porque foi esse o nível da minha surpresa.
Gosto de grave com punch, principalmente no kick, definição em música densa e agudos vivos que não tornem metal um teste de resistência. O Huo Shu acertou muito nisso, com um palco e um posicionamento que eu não esperava encontrar nesse preço.
Encaixe e ponteiras
Pequeno, leve e confortável. Não precisei ficar brigando com a shell para encontrar uma posição boa.
As ponteiras originais são ótimas e parecem idênticas às do meu Letshuoer S12 Ultra, inclusive no material. Estão entre as melhores combinações que encontrei para ele, junto das Infiter IE45. Eu começaria pelas originais tranquilamente; não senti necessidade de trocar para conseguir gostar do fone.
Esse grave não era o que eu esperava
Olhei a curva de resposta e esperava muito menos impacto. Coloquei no ouvido e fiquei tentando entender de onde estava vindo aquele grave.
O médio-grave bate firme, tem corpo e é muito bem definido. Gosto de conseguir acompanhar cada golpe da bateria sem perder o peso, e foi exatamente isso que me ganhou aqui.
“Deus Subterrâneo”, do Sangue de Bode, é meu teste de estresse com noise extremo. É uma desgraça de informação disputando espaço, e foi justamente por isso que gostei tanto do Huo Shu: não embolou. Consegui acompanhar a bateria dentro daquela densidade, com o kick mantendo impacto. Para o que eu escuto, isso vale muito.
O subgrave é mais comedido. Tem rumble e textura, mas quem procura pressão de subwoofer provavelmente vai querer mais. A graça está principalmente no punch e na definição do médio-grave.
Não estou dizendo que a medição está errada. Só que a expectativa que criei olhando para ela passou longe do que ouvi. É absurdo o quanto gostei desse grave.
Vocais e instrumentos
Vozes masculinas têm corpo e um calor agradável, sem ficarem escondidas. As femininas aparecem mais expostas, com textura e aquelas pequenas asperezas da interpretação que gosto de ouvir.
Mas foi com songs, da Adrianne Lenker, que isso deixou de ser uma anotação técnica. Eu quase chorei. A proximidade da voz, a textura do violão, a definição das cordas junto do corpo das notas… achei lindo demais. Aquela resolução me aproximou da interpretação de uma maneira que eu realmente não esperava de um fone desse preço.
O violão tem presença e profundidade, sem virar só um monte de ataque brilhante ao lado da voz. E a voz mantém suas pequenas irregularidades, o que deixa tudo muito íntimo.
“Cristalino” foi uma das primeiras palavras que anotei. Continuo achando adequada. Os instrumentos têm corpo, consigo acompanhar os detalhes com facilidade e não fico esperando o próximo prato me incomodar. Talvez alguém queira mais mordida, mas gostei muito desse equilíbrio.
Palco e imaging
Entre os fones abaixo de R$500 que já ouvi, nenhum me impressionou tanto nessa combinação de espaço e posicionamento.
Em “Descending”, do TOOL, gosto de acompanhar a distribuição da bateria em relação ao baixo e à guitarra. No Huo Shu, consigo mudar minha atenção entre eles e perceber posições distintas, com bastante abertura para os lados. Conforme a música cresce, continuo conseguindo acompanhar essa organização.
É muito gostoso ouvir TOOL assim. Acabo prestando atenção na bateria, depois na guitarra, e quando percebo já me distraí do que estava fazendo.
Li avaliações que consideraram o palco mediano. Não foi minha experiência. Essa apresentação espacial é um dos maiores motivos do meu entusiasmo, principalmente porque vem acompanhada de clareza sem fadiga. Com a quantidade de metal que escuto, isso faz bastante diferença.
- Comparações -
UA Guangzhi
O Guangzhi era minha recomendação padrão, e palco já era uma das qualidades que eu valorizava nele. Por isso, essa troca de preferência significa bastante para mim.
Hoje fico com o Huo Shu pelo conjunto: espaço, posicionamento, grave definido e vocais. Continuo recomendando o Guangzhi, mas o Arisyn se aproximou ainda mais do que procuro. É o que eu escolheria agora.
Truthear Pure
Reconheço a apresentação natural e equilibrada do Pure, mas nunca me empolguei tanto com ele. Faltava alguma coisa para me prender.
Com o Huo Shu, esse envolvimento veio muito mais fácil. O grave me diverte, os vocais me pegam e o espaço dá vontade de continuar explorando as músicas. Minha preferência está aí; não preciso afirmar que ele vence o Pure em todo critério técnico.
O Pure entra como referência próxima, embora seu preço oficial fique acima dos US$80 do título.
Então, é tudo isso?
Para mim, sim. Quem prioriza muito subgrave ou uma assinatura mais agressiva provavelmente vai querer outra coisa. Eu encontrei um grave que me agradou demais, vocais que chegaram a me emocionar e uma apresentação espacial que virou minha referência nessa faixa.
Venho usando ele diariamente com meu TRN Scallop (review em breve!) e frequentemente venho tendo aqueles momentos em que penso que não preciso de nada além disso.
Depois de um mês, já não acho que seja só empolgação de novidade. Se alguém me pedir uma indicação abaixo de US$80, o Huo Shu é o primeiro nome que vou mencionar.
E lembrar que ele custa US$50 continua sendo a parte mais difícil de acreditar.
Não sei se tem a ver com o meu fone específico (kz edx pro), mas eu usei o apple music por uns meses para ouvir música sem perda, e apesar de gostar da experiência eu descobri os SpotiFLACs da vida (apps não-oficiais de download flac) e eu percebi que as músicas parecem muito melhores.
Também não sei se tem a ver com o player Powerramp, com suas opções de saída hi-res do celular, e os perfis de equalização especializados.
Tipo, é claro que tudo isso muda a experiência, mas o meu susto foi com a diferença absurda na qualidade geral e no prazer de ouvir as músicas.
Neste review, analiso em detalhes o Tago Studio x Moondrop T3-01-MD, um fone de ouvido audiófilo fruto de uma colaboração misteriosa e pouco divulgada.
Atualmente uso um Tangzu Wan’er S.G. e gosto bastante da qualidade sonora dele pelo preço. Porém, depois de algumas horas de uso, começo a sentir uma irritação na entrada do ouvido, como se fosse uma assadura.
Pesquisei sobre o assunto e vi que uma alternativa seria comprar ponteiras melhores separadamente, mas algumas opções custam quase o preço do próprio fone. Por isso, estou considerando trocar de IEM.
Meu orçamento é de até R$ 200, e procuro um modelo que tenha boa qualidade sonora e seja confortável para passar várias horas ouvindo música no computador.
No r/iems, recomendaram o Kiwi Ears Cadenza 1, principalmente pelo conforto e pelas ponteiras que acompanham o fone. Porém, fiquei com uma dúvida: o meu Wan’er também vem com várias ponteiras de tamanhos diferentes, então não sei até que ponto trocar de IEM faria diferença nesse aspecto. Atualmente, inclusive, estou testando ponteiras um pouco menores para ver se reduzem o atrito.
O que eu gostaria de entender é se as ponteiras do Cadenza são realmente melhores em termos de material, maciez, formato ou conforto, ou se a vantagem está apenas na variedade de tamanhos.
Para quem já usou os dois, ou conhece bem esses modelos, vocês acham que o Cadenza seria uma melhora significativa em conforto em relação ao Wan’er?
Também aceito recomendações de outros IEMs até R$ 200 que sejam conhecidos pelo conforto e venham com boas ponteiras de fábrica. Quero um bom som sem precisar abrir mão do conforto, nem gastar bastante com ponteiras aftermarket logo depois da compra.
Título é meio clickbait agressivo, me desculpe, mas queria entender melhor com a galera que entende ou trabalha com engenharia de som, mixagem e masterização.
Nesse nicho de mercado de equipamento audiofilo, toda vez que surge algo ligeiramente "neutro" (definição que muda toda semana e é usada em todos os patamares de preço) o primeiro argumento a favor é "esse equipamento mostra a música do jeito que o artista pensou (as the artist intended). Mas como isso é possível se vc não tiver exatamente a mesma cadeia de audio do artista?
Alguns dos fones mais comuns no mercado de áudio profissional são horríveis nos padrões do mercado audiofilo.
Existe a possibilidade de um setup estar muito além da intenção do artista? Será que alguns de nós conseguimos escutar mais detalhes na música do que o próprio artista ou o engenheiro de som?
Alguns equipamentos tem uma coloração bastante óbvia ou proposital do som, mas como saber o marco zero? E se eu tenho um setup totalmente neutro e o artista produziu a música em um setup com som mais quente/grave do que o meu?
Como é feita essa fase de mixagem e masterização final? Testam o som em vários tipos de equipamentos? Existe algum tipo de direcionamento, como testar em setups onde aquela música séria provavelmente escutada? Tipo airpods, Alexa, soundar, speaker automotivo etc?
Postei as minhas impressões sobre audio hi-res e o pessoal odiou muito hahahaha
O hobby é subjetivo galera. Sempre vão questionar se vinil é superior, se da para ouvir mais detalhes em hi-res, se equipamento superlativo faz diferença.
A graça é tentar conseguir melhorar um pouco a experiência onde é possível.
A ciência ainda não resolveu toda a questão da audição e da experiência humana. Se isso fosse verdade ninguém mais precisaria estudar essas coisas pelos próximos 1000 anos.
Tenho um EDC Pro faz uns 6 meses e adoro o som dele. Palco considerável, separação de instumentos muito boa, graves na medida, e até os agudos que a galera reclama eu não importo, só se tornando um problema se eu escutar muito alto por muito tempo, o que não acontece com frequência.
O problema dele pra mim é a construção, os filtros descolam super rapido e não têm proteção, o cabo é ok mas ele ser B-pin torna procurar um cabo melhor um saco e as eartips saem muito facil dele, mesmo depois de limpar. Ja tentei um GK Kunten e um GK Streak mas o Kunten eu achei o som super sem graça, fechado e abafado, e o Streak ok, mas nem perto do EDC Pro, muito grande e meio desconfortável tbm.
Estou deliberando entre essas opções e gostaria de opiniões nesses ou outros que tiverem pra recomendar. Se alguem gosta do som do EDC Pro e trocou pra um melhor gostaria de saber tbm.
- O TRN Conch, que parece bom, mas vi nos gráficos de resposta que ele tem ainda mais agudo que o EDC Pro, que já ta na beira do aceitável pra mim, e vi tbm que sofreu uma ou mais revisões. O kit não me importa tanto, tenho interesse mais no som mesmo.
- KZ PRX, que vi coisas boas recentemente, mas não tenho planos de adquirir um DAC poderoso do qual ele aparentemente precisa (escuto música no PC por uma interfacezinha da Behringer e no cel com um DAC baratinho lightning da ESSAGER pq o plug é em 90 graus, qualquer outra coisa quebra no bolso). Tenho interesse mas não sei o quanto ele ficaria capado com oq eu tenho. A assinatura tbm é descrita como V-shaped e o EDC Pro como Natural, não sei se sentiria um baque de um pra outro por causa disso.
- Kefine Klean, que é consideravelmente mais caro, mas se for tão melhor do que as outras opções fico de olho nas promoções. Vi bastante elogios também, o grafico de resposta de frequência é o mais parecido com do EDC Pro.
Requisitos: até R$200, com filtro que de para limpar e não só ficar trocando, ou pelo menos com uma gradezinha de metal pra proteger, que não tenha problema com oxidação e sem chaves de ajuste. Escuto na maior parte rock e metal.
Recentemente fiz um post sobre como amo flatheads mas ainda quero dar uma chance para os IEMs. Tenho um chu 2 e amo o som dele, mas o cabo me incomoda demais.
De preferência com graves rápidos, médios presentes com detalhes e som sem muito brilho pois tenho sensibilidade com agudos.
Gosto muito de escutar jazz/jazz fusio e samba/funk(não o brasileiro).
Tudo bem galera, minha dúvida é mais prática do que tudo. Recentemente eu comecei a aprender a tocar bateria e consegui uma bateria eletrônica.
Meu fone principal é um Sony WH-1000XM4, que eu uso no meu dia a dia, mas eu queria deixar um fone dedicado/permanente na bateria.
Eu soube da Kuba pouco tempo depois de comprar o meu Sony, então já tenho curiosidade neles já faz tempo. Eu sei que para a minha situação normalmente se fala muito de fones da audio-technica ou sennheiser, mas a proposta da Kuba de modularidade e de eu mesmo trocar as peças com defeito é algo que me agrada muito e quero de verdade dar uma chance.
Eu fiz meu dever de casa e já confirmei que o Kuba disco é um fone fechado, então não devo ter problema em ouvir os tec tec tec dos pads da bateria; tem impedância baixa, então o módulo não deve ter problema nenhum em alimentar os fones; conexão P2 compatível com o cabo de fabrica; já em questão de cabos eu vou ter que ir para o disco pro para usar apenas o controle de volume do módulo e não ter mais um elemento no meio do caminho.
Dito tudo isso, eu queria saber se alguém aqui usa eles para tocar na bateria eletrônica e se tem algum problema que queira me pontuar antes que eu gaste meu suado dinheirinho e acabe me arrependendo da compra para esse uso em específico.
Nunca tinha experimentado algo tão leve e discreto quanto esses fones, são baratinhos mas muito confortáveis. Eles se ajustam ao canal auditivo sem pressão, sem aquele efeito de "vácuo" que incomoda depois de meia hora.
A questão da ergonomia é o ponto alto. Como não há um arco apoiando atrás da orelha nem uma concha cobrindo tudo, nem muito menos uma borrachinha de vedação, o peso distribui quase que por igual no apoio e chego a esquecer que estou usando. Melhor modelo que já usei.
Bom dia gente, acabei de comprar um gk kunten com cabo de usb c pra poder usar no meu celular, além do computador. Mas agora fiquei com umas dúvidas: Isso interfere na qualidade do áudio? Utilizar no mesmo encaixe de usb C do computador que utilizo pra carregar outros gadgets pode dar algum problema?
JBL Tune 730BT por R$221 e Soundcore Q30 por R$308
Estou em duvida entre qual comprar, vejo muito do Q30 ser quebradiço em algumas partes e ter que ficar trocando a espuma, mas se fácil de trocar e qualidade muito boa, entretanto esse JBL falaram bem e fiquei em duvida. Alguma opinião?
Salve galera, beleza? Preciso de uma recomendação de vocês pra dar um up no setup.
Tô procurando a melhor opção de fone com fio de até R$ 300. Meu foco principal é jogar e secundariamente ouvir música. Como já tenho um microfone de mesa, quero fugir de headset gamer e pegar um fone focado apenas em áudio. Prefiro que seja com fio para evitar dor de cabeça com bateria viciando no futuro, pois o foco é durabilidade.
Pode ser headphone over-ear ou IEM intra-auricular, o importante é ser confortável para usar por várias horas seguidas. Não tenho ouvido de audiófilo, então busco apenas o melhor custo-benefício para ter uma boa imersão nos jogos e um som legal.
O que vocês recomendam hoje nessa faixa de preço? Ainda compensa importar no AliExpress com as taxas atuais ou tem opção boa aqui no Brasil? Valeu pela força!