r/PsicologiaBR • • 14h ago

Conselhos de Carreira e Educação Tenho a sensação de que dei um tiro no pé (profissionalmente)

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Sou psicóloga, atendo on-line e estou tentando construir meu espaço profissional. Fiz uma pós-graduação em Neuropsicologia, investi bastante dinheiro em testes e materiais de avaliação e dediquei muito tempo aos estudos. Escolhi essa área porque gosto de investigar, estudar, escrever, trabalhar de forma metódica e compreender como as pessoas funcionam.

Só que existe uma diferença enorme entre se preparar para trabalhar e conseguir, de fato, trabalhar.

Há cerca de seis meses venho tentando divulgar meus serviços de avaliação neuropsicológica. Até agora, apareceram apenas dois pacientes, ambos por indicação da minha psicóloga. Na psicoterapia, consegui três pacientes. Fico feliz pelas pessoas que chegaram, mas não consigo ignorar a frustração de olhar para tudo o que investi e perceber que ainda tenho tão poucas oportunidades de colocar em prática aquilo que estudei.

É difícil explicar essa sensação. Você passa anos estudando, investe dinheiro que poderia ter usado em tantas outras coisas, se dedica a desenvolver uma habilidade e, quando finalmente está preparada para começar, descobre que saber fazer não significa ter quem procure pelo seu trabalho.

Meus colegas dizem que é uma questão de tempo, que preciso continuar divulgando, fazendo contatos e construindo minha rede profissional. Eu entendo. Sei que ninguém constrói uma carreira do dia para a noite. Mas entender isso racionalmente não impede que eu me sinta desanimada.

Às vezes, tenho a sensação de estar desperdiçando meu próprio potencial. Não porque me considere melhor do que ninguém ou ache que mereço oportunidades só porque estudei, mas porque sinto que tenho conhecimento, disposição e vontade de trabalhar, e não consigo transformar tudo isso em prática na proporção que gostaria.

Acho que existe uma parte muito solitária de começar um negócio ou construir uma carreira por conta própria sobre a qual pouco se fala. Você precisa ser a profissional, mas também aprender a divulgar, fazer contatos, administrar dinheiro, lidar com a insegurança e continuar tentando mesmo quando os resultados não aparecem. E tudo isso enquanto tenta não interpretar cada mês difícil como uma prova de que fez a escolha errada.

Não quero desistir da área, mas confesso que tenho me perguntado se fui precipitada, se subestimei as dificuldades ou se estou insistindo em algo que talvez precise ser repensado.


r/PsicologiaBR • • 21h ago

Pergunta Tecnica Quanto um paciente/usuário da unimed está pagando por sessão de psicologia hoje?

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Olá pessoas, estou no Mato Grosso do Sul e estava querendo continuar o atendimento de uma paciente pela unimed, porém devido à condição financeira bem difícil em que ele está, não queria aumentar o valor do particular por enquanto. Vocês saberiam me dizer quanto ele estaria pagando por consulta hoje? A clínica que eu estou não é transparente e eu estou como contratada por ela, não sou credenciada no plano.


r/PsicologiaBR • • 22h ago

Pergunta Tecnica Que tipo de fone vocês usam para atendimento online?

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Boa tarde galera. Me formo final do ano, e estou vendo oq preciso comprar pros meus atendimentos online. Queria saber qual tipo de fone o pessoal do sub costuma usar, pq eu tenho um headset ótimo com cancelamento de ruído e microfone mt bom, mas nao deixo de pensar que é ridiculo atender com esse troção na cabeça.

Aproveitando a deixa, vocês tem dicas de webcam?


r/PsicologiaBR • • 2d ago

Discussões | Debates A fixação pela comunidade LGBTQ.

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Olá colegas, compreendam que o texto aqui está enviesado, mas o meu desejo é tentar levantar uma discussão que diz sobre nossa atuação e estudo. Não levem o questionamento para o lado pessoal.

Como a Psicologia pode apreender, compreender e explicar, mesmo que de forma não definitiva, a fixação e o significativo incômodo de políticos e eleitores dos espectros políticos de direita, principalmente os bolsonaristas?

Me parece um sintoma muito explícito de questões mal resolvidas, deslocamentos, não aceitação de quem se sabe que é. É aquela máxima do senso comum: onde há fumaça, há fogo.

Desde que Karnal tratou sobre a homoafetividade, que é beeeeeem diferente da heterossexualidade. E esses dias vi um rapaz falando sobre homoerotismo e achei muito interessante. Em minha experiência pessoal, muitos amigos e parentes homem-cis sempre “brincavam” de forma física, fosse uma lutinha ou até mesmo um pega pega ou ficavam pegando nas partes íntimas um do outro, tudo em nome da zueira.

Eu mesmo participei disso e hoje em dia vejo o quão complexo pode ser isso no imaginário masculino: se for de “brincadeira”, posso até dar selinho no meu amigo, mas não posso afirmar isso para mim e para o outro pois é mau visto.

Enfim, esses dias Nikolas Ferreira, num ato sei lá onde, pediu de forma bem forte que um rapaz ficasse sem camisa, numa ação bem “fica pelado aí gostoso”. Nem vou falar do Pavanato, maluco com certeza se frustrou com algum trans e vive ressentido desde então.

Não gosto de generalizar, mas fica difícil não o fazer quando vemos que MUITOS eleitores ditos homens-cis se envolvem com trans, gays e outras sexualidades e festas regadas a tudo aquilo que repudiam.

Por fim, o Brasil é o país que mais consome conteúdos adultos trans e, ironicamente é o país que mais mata transexuais no mundo. Contradição essa é sintoma claro do avanço do Machismo.

O que vocês têm a dizer? Obrigado colegas, uma boa eleição para nós.


r/PsicologiaBR • • 3d ago

Conselhos de Carreira e Educação Captação de pacientes: Necessito urgente

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quais as melhores plataformas para captar pacientes? já usei o psymeet e penso em voltar porém não tive resultado satisfatório peguei uma única paciente Argentina eu atendendo em espanhol a pessoa claramente não necessitava valores sociais a despeito de coisas confidenciais que conversamos tenho fortes indicativos disso, ela disse que voltaria em um proximo mês e não voltou nem respondeu mais, isso ja tem um ano e foi a única paciente que captei via psymeet, gostaria de saber de outras plataformas que não exigem CNPJ e o valor de entrada não seja tão alto, sei que plataformas não são a melhor forma mas estou desesperada mesmo, me formei vai fazer 2 anos e vendo trufas na rua pra sobreviver estou enfrentando um periodo bem difícil (sim, faço psicoterapia também mas isso já tem uns 5 anos) envio dezenas de curriculos para vaga de psicologo e nem resposta obtenho, estou tentando RH mas tudo pede experiência e não tive a oportunidade durante a graduação, cocurso somente ano que vem.


r/PsicologiaBR • • 3d ago

Faculdade Artigo de faculdade sobre desenvolvimento de habilidades sociais

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Boa noite a todos, me chamo João Paulo, sou aluno do primeiro período de Psicologia e gostaria de uma orientação dos colegas, caso não seja incomodo. Bem, tenho participado das aulas de Metodologia Científica e em nossa aula, a professora solicitou que fizéssemos um artigo para cada aluno até o final do semestre, pois bem, essa é a questão, eu não consigo desenvolver a escrita, na verdade, nem mesmo consegui começar meu artigo, estou tendo uma dificuldade muito grande. Alguém poderia me dar dicas de como prosseguir? Como posso desenvolver um artigo?

O modelo do artigo é revisão bibliográfica e meu tema é "Uso de ambiente simulado no auxílio para o desenvolvimento de habilidades sociais em adolescentes".


r/PsicologiaBR • • 3d ago

Conselhos de Carreira e Educação O Projeto Vínculo Terapia vale a pena?

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Alguém com experiência? Não consigo achar registro no Reclame Aqui e nem em outros lugares.


r/PsicologiaBR • • 3d ago

Conselhos de Carreira e Educação O Portal Meu Retiro é realmente bom?

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Estou procurando por alguma plataforma para atender, mesmo sabendo do lixo que é esse caminho. Por enquanto vi que falaram bem dessa e do Projeto Vínculo Terapias. É verdade?


r/PsicologiaBR • • 4d ago

Conselhos de Carreira e Educação Psis que possuem ansiedade social

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Como é a experiência de vocês após a faculdade? Conseguiram clinicar mesmo com as dificuldades? Buscaram outra área? Desistiram? Me contem tudo, estou desesperada pois me formei e não sei se consigo sustentar a clínica com tantos sintomas ansiosos com pacientes novos.


r/PsicologiaBR • • 4d ago

Notícias | Artigos Nota de posicionamento da Comissão de Direitos Humanos do CRP SP

Thumbnail crpsp.org
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Nesse sentido, a Comissão de Direitos Humanos do CRP SP reafirma, de forma permanente e independentemente de conjuntura, que a Psicologia não pode permanecer indiferente a práticas que naturalizem violências, aprofundem desigualdades, legitimem discriminações, restrinjam liberdades, fragilizem garantias constitucionais ou enfraqueçam Políticas Públicas fundamentais.


r/PsicologiaBR • • 4d ago

Notícias | Artigos Nota do CFP sobre o atual momento da conjuntura política e social brasileira

Thumbnail site.cfp.org.br
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Permanece atual.


r/PsicologiaBR • • 4d ago

Pergunta Tecnica Alguém aí já foi convocado pela Comissão de Orientação e Fiscalização do CRP?

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Um amigo acabou de ser convocado e ele não faz a mínima ideia do motivo.

Já aconteceu com alguém? Como que foi?


r/PsicologiaBR • • 4d ago

Discussões | Debates Existe psicologia sem justiça social? Alguém tem indicação de material que fale sobre o tema?

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r/PsicologiaBR • • 5d ago

Solicitação: artigos/outras mídias Socially Savvy - Planilha de aplicação

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Bom dia, Psis!!!
Alguém teria planilha de aplicação/correção do teste Socially Savvy para me passar? Estou atendendo meu primeiro paciente TEA e preciso aplicar essa avaliação. Agradeço muitíssimo se puderem colaborar comigo.


r/PsicologiaBR • • 5d ago

Conselhos de Carreira e Educação Como vocês fazem networking com outros psicólogos?

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Eu tenho sentido falta de ter mais contato com outros profissionais da área.

Durante praticamente toda a graduação eu precisei trabalhar, então não conseguia participar muito de projetos, eventos, etc. Acabei me formando sem criar tantos contatos profissionais quanto gostaria.

Depois de formada, comecei a fazer pós-graduações (inclusive ainda estou fazendo), mas faço tudo online pela Faculdade Líbano. Gosto bastante do ensino, só que sinto falta daquela troca com outros profissionais que a gente acaba tendo nas aulas presenciais.

Hoje trabalho por conta própria e percebo que meu contato com outros psicólogos é bem limitado. Sinto falta de ter pessoas pra trocar experiências e construir uma rede de indicações.

Já pensei em participar de eventos presenciais ou grupos de estudos, mas não sei muito bem por onde começar.

Pra quem já é formado, principalmente quem trabalha por conta própria, como vocês fazem pra conhecer outros profissionais da área?


r/PsicologiaBR • • 5d ago

Conselhos de Carreira e Educação O que vocês fariam diferente se estivessem começando a carreira hoje?

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Acho que meu maior erro no começo da carreira foi tentar jogar pra todos os lados em vez de me aprofundar em alguma área.

Quando me formei, comecei atendendo demandas bem variadas. Como precisava ganhar dinheiro e ainda não tinha muitos pacientes, eu aceitava praticamente tudo que aparecia.

O problema é que eu não tinha um direcionamento profissional. Estudava um pouco de cada coisa, tentava aprender sobre várias áreas ao mesmo tempo e no fim e não estava me aprofundando em nenhuma. 

Depois de um tempo, comecei a fazer especializações, estudar mais sobre Psicologia Infantil e direcionar minha atuação para esse público. 

Hoje minha situação profissional é bem melhor, mas, olhando pra trás, acho que poderia ter economizado bastante tempo se tivesse começado a me aprofundar em alguma área logo no início. 

E não tô dizendo que recém-formado precisa sair escolhendo um nicho e recusando trabalho, eu mesma não tinha condições de fazer isso kssjksjksjks. Mas acho que dá pra continuar trabalhando de forma mais generalista enquanto você estuda e se prepara pra seguir um caminho mais específico.


r/PsicologiaBR • • 5d ago

Notícias | Artigos Menos "pacientes" nessa epoca do ano

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Para quem assina alguma plataforma de encaminhamentos: voces notaram menor procura de possiveis pacientes? Há 1 mes ngm mais me chamou, e um amigo meu veio me falar a mesma coisa, coincidencia ou voces que assinam alguma plataforma tiveram menos procura ou nada de procura por agora?


r/PsicologiaBR • • 5d ago

Solicitação: artigos/outras mídias Ajuda com pré-projeto de mestrado

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Olá, pessoal! Tudo bem?
Adianto que não sou psicólogo, mas sou um amante da área. Digo isso, pois estou elaborando meu anteprojeto de mestrado que vou aplicar para psicologia: como a digitalização das fotos afeta o comportamento do luto. Sou da comunicação, entendi que a fotografia sempre teve um processo ativo na memória, na identidade e no luto. Vejo que o ato dela existir no mundo físico é importante como signo e afeto sensorial, entretanto tenho pouco embasamento na teoria da psicologia, li Lev Vygotsky “A Formação Social da Mente” e não muito mais. Vocês tem indicação de autor? Bases também de análise para saber tipos de metodologia?


r/PsicologiaBR • • 5d ago

Faculdade Como a tecnologia poderia melhorar os atendimentos e processos em clínicas de psicologia?

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Olá, pessoal! Tudo bem?

Somos estudantes universitários e estamos desenvolvendo uma pesquisa para a faculdade com o objetivo de entender como a tecnologia poderia ajudar a melhorar os processos e a experiência em clínicas de psicologia.

Gostaríamos de ouvir tanto psicólogos e outros profissionais da área quanto pessoas que fazem ou já fizeram acompanhamento psicológico. Acreditamos que os dois pontos de vista são importantes para identificar dificuldades do dia a dia e oportunidades de melhoria.

Queremos entender, por exemplo, quais são os principais desafios enfrentados nas clínicas, o que poderia ser mais prático no agendamento e na comunicação e de que forma a tecnologia poderia facilitar esses processos sem prejudicar a qualidade e a humanização do atendimento.

Se você puder contribuir com a nossa pesquisa, basta responder ao formulário abaixo:

🔗 Responder à pesquisa

A participação de cada pessoa será muito valiosa para o nosso trabalho acadêmico!

Agradecemos desde já a todos que puderem contribuir. E, se quiserem compartilhar opiniões ou sugestões nos comentários, também ficaremos muito felizes em ouvir vocês!


r/PsicologiaBR • • 6d ago

Outros | Off-Topic Ato para Psis no Sedes Sapientiae

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167 Upvotes

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r/PsicologiaBR • • 6d ago

Discussões | Debates Por que tantos pacientes somem sem dar explicações?

7 Upvotes

O que você como psicolog@ acha?


r/PsicologiaBR • • 6d ago

Discussões | Debates Indicadores e “”score”” no SUS, o que pensar?

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Recém adentrei o universo da rede pública e isso tem mexido bastante comigo, não só pelo significativo choque de realidade como também por um certo “encantamento” com a complexidade e a importância do mesmo.
Duas coisas me chamaram a atenção: a falta quase filosófica de estrutura para nós, psis; e a forma de como os atendimentos (ou matriciamentos) são encarados. Compreendo a tentativa de mudar a palavra, numa forma caricata de “curar pela palavra” um sistema falho porém vital.

Mas o ponto que quero tratar é sobre os tais indicadores, aqueles que geram pontos e que por sua vez te dão menos dor de cabeça já que o seu coordenador não te enche o saco pra lotar a agenda com demandas que nós NUNCA vamos “”sanar”” sem que haja uma mudança estrutural profunda na cultura desse país. Me assusta a semelhança com as metas de empresas privadas e me faz questionar se realmente é isso o que temos de melhor. Claro, sou novato na área, cheio de opiniões até então formadas sobre o SUS, mas isso de fato é novidade, não imaginava ser assim.

Essa coisa de exigir score, papo de salafrário, que só tende a empobrecer a qualidade de vida do profissional e do atendimento do mesmo, onde pessoas viram apenas números, onde números viram a razão para ser cobrado ou não.

Enfim, não sei se faz sentido, mas para mim, no momento, faz. O que vocês pensam sobre? Qual a visão de vocês?

Obrigado a quem leu até aqui.


r/PsicologiaBR • • 7d ago

Discussões | Debates Interesse de estudo na TCC e Marxismo é contraditório?

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é contraditório? Tenho me interessado pelo marxismo e planejo me dedicar aos estudos sobre marx, acontece que como estudante de psicologia a abordagem mais tem me interessado é a TCC. É possível conciliar o marxismo com a TCC? Vejo muita gente dizendo que a TCC é neoliberal e me pergunto se é contraditório me interessar pelos dois temas


r/PsicologiaBR • • 7d ago

Discussões | Debates Psicologia serve para resolver problemas e demandas, ou para apoiar o manejo do sofrimento?

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o objetivo é superar completamente a demanda ou alcançar uma melhora que lhe permita recuperar a funcionalidade e lidar com os sintomas? Até que ponto o tratamento busca a remissão dos sintomas e até que ponto se concentra em ajudar o paciente a conviver com eles?


r/PsicologiaBR • • 8d ago

Discussões | Debates A desilusão com a clínica: pessimismo, sofrimento humano e os limites da psicoterapia

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Sou psicólogo clínico há aproximadamente oito anos e, há alguns anos, venho enfrentando problemas pessoais que culminaram em um quadro depressivo. Desde então, perdi parte significativa da minha disposição para atender pessoas, sobretudo porque passei a desacreditar cada vez mais naquilo que faço. Essa mudança está relacionada, em grande medida, à maneira como passei a compreender os comportamentos humanos e a própria natureza humana.

Hoje, percebo minha posição como terapeuta como extremamente limitada e o impacto do meu trabalho na vida das pessoas como bastante reduzido. Embora muitos pacientes afirmem que os ajudei significativamente, tenho dificuldade em acreditar que essas mudanças sejam, de fato, tão profundas quanto relatam. Às vezes, penso que essas percepções estão mais relacionadas à dimensão emocional da experiência terapêutica do que a transformações concretas e duradouras. Não descarto a possibilidade de que minhas intervenções tenham algum valor, mas me tornei bastante cético em relação à sua real extensão.

Além disso, passei a perceber o encerramento dos processos terapêuticos como algo frequentemente vago, pouco significativo e, em certa medida, artificial. Em alguns momentos, sinto-me como uma espécie de prostituta emocional: alguém que oferece escuta, acolhimento e disponibilidade afetiva em troca de uma remuneração, sem necessariamente conseguir produzir algo que considere verdadeiramente relevante na vida do outro. É uma percepção incômoda, mas que expressa parte do meu desencanto com a profissão.

Sim, faço terapia. Entretanto, tenho a impressão de que minha psicóloga também não sabe muito bem como me ajudar. Isso me coloca diante de uma contradição difícil de ignorar: sou um profissional que oferece um tratamento no qual, cada vez mais, tenho dificuldade de acreditar, enquanto eu mesmo vivencio os limites daquilo que deveria me ajudar a lidar com meu sofrimento.

Minha visão sobre o ser humano tornou-se profundamente pessimista. Enxergo-o como um ser decadente, trágico, violento, agressivo e passional, cuja racionalidade frequentemente parece insuficiente para conter seus impulsos, seus interesses e suas contradições. Não consigo mais olhar para as conversas que acontecem no consultório com a mesma confiança de antes. Acredito que elas possam ajudar em alguma medida, mas me parecem intervenções extremamente limitadas diante da complexidade do sofrimento humano e das condições concretas em que as pessoas vivem.

Depois de anos de atendimento clínico, tornei-me cada vez mais cético em relação à eficácia da psicoterapia. Trabalho na saúde pública e acompanho pessoas cujos sofrimentos estão profundamente relacionados a problemas econômicos, solidão, violência, abandono e condições precárias de existência. São situações em que, muitas vezes, sinto que minha atuação faz pouca ou nenhuma diferença. Como psicólogo, posso oferecer escuta, elaborar intervenções e ajudar alguém a compreender aspectos de sua própria experiência, mas o que isso representa diante da pobreza, da violência cotidiana, da ausência de vínculos significativos ou da impossibilidade de satisfazer necessidades básicas?

Durante muito tempo, a psicologia social me pareceu uma alternativa à compreensão estritamente individual do sofrimento. A proposta de considerar as condições sociais, econômicas e históricas que atravessam a vida das pessoas oferecia uma perspectiva mais ampla sobre as possibilidades de intervenção psicológica. Hoje, porém, também passei a questionar essa perspectiva. Não porque considere irrelevante compreender as determinações sociais do sofrimento, mas porque me parece que o discurso sobre a transformação social pode, em determinados contextos, assumir a forma de uma idealização: uma promessa de que compreender as condições de vida das pessoas e atuar sobre elas necessariamente produzirá mudanças significativas. Tenho dificuldade em sustentar essa esperança.

Nesse processo, tornei-me niilista, ou ao menos passei a me aproximar de uma visão profundamente trágica da existência humana. Acredito cada vez menos nas promessas de transformação individual e coletiva que atravessam o discurso psicológico. A sucessão de abordagens teóricas pelas quais passei também contribuiu para essa desilusão. Transitei pela psicanálise, pela análise do comportamento, pela terapia cognitivo-comportamental e por abordagens existenciais e fenomenológicas. Cada uma delas ofereceu conceitos, explicações e possibilidades de intervenção diferentes, mas nenhuma conseguiu restituir minha confiança na capacidade da psicoterapia de produzir mudanças que eu considere suficientemente significativas.

Diante disso, passei a me perceber como um péssimo psicólogo. Tenho a impressão de que perdi algo que talvez seja fundamental para o exercício da clínica: a capacidade de sustentar, mesmo diante das adversidades, alguma confiança na possibilidade de mudança. Não consigo mais trabalhar com a mesma ingenuidade, ou talvez com a mesma fé, de que as pessoas possam agir de maneira diferente, romper com seus padrões e construir formas menos dolorosas de existência.

Penso em Freud e em seu reconhecimento dos limites da prática psicanalítica. Em Análise terminável e interminável, ele discute as dificuldades e os obstáculos inerentes ao tratamento analítico. Não seria correto resumir sua posição à ideia de que abandonou toda confiança na psicanálise, mas é possível reconhecer em sua obra uma preocupação persistente com os limites da intervenção terapêutica. Essa questão me interessa justamente porque me vejo caminhando em uma direção semelhante: a de alguém que já não espera grandes resultados, embora ainda admita que o tratamento possa oferecer alguma ajuda.

Talvez seja possível ajudar alguém em alguma medida. Talvez uma conversa possa aliviar um sofrimento, oferecer uma perspectiva diferente ou tornar determinada experiência um pouco mais suportável. Mas, quando comparo essas possibilidades às dimensões daquilo que produz sofrimento, tenho dificuldade em considerá-las suficientes. E, diante das condições sociais, políticas e econômicas do mundo contemporâneo, não consigo deixar de pensar que a tendência é de agravamento, e não de melhora.

O problema é que já não sei até que ponto esse pessimismo representa uma avaliação realista dos limites da psicoterapia e até que ponto está sendo intensificado pelo meu próprio sofrimento. Tampouco sei se é possível continuar exercendo a clínica de maneira satisfatória quando se perde a confiança naquilo que se faz. Permaneço, assim, diante de uma contradição: reconheço que algumas pessoas podem encontrar algum benefício no trabalho terapêutico, mas já não consigo acreditar plenamente no significado e no alcance desse benefício.

Talvez minha questão não seja simplesmente como ajudar melhor as pessoas, mas como continuar sendo psicólogo quando já não consigo acreditar, como antes, na capacidade da psicologia de ajudá-las.