Sendo totalmente sincero, eu quase desisti de ler este livro logo no início, pois as primeiras páginas foram simplesmente maçantes demais! O motivo? Bem, ler o narrador descrevendo o quão insuportável e infrutífero o casamento do protagonista é, devido ao fato de ele e sua esposa praticamente se odiarem, mas nada poderem fazer por viverem numa teocracia pós-apocalíptica hiper-higienizada que pratica um tipo bizarro de judaísmo, e o quão sexualmente frustrado/reprimido o protagonista é, ao ponto de o orgasmo, para ele, ser algo "mecânico", totalmente desprovido de prazer, não é algo muito a minha praia.
Mas, felizmente, após esse começo sofrido, o livro passa a tomar forma de verdade quando o protagonista é selecionado para uma missão no planeta Ozagen. Lá, sim, a história toma forma, especialmente quando o protagonista tem suas convicções abaladas ao interagir com os nativos. E também pelo ódio reprimido que ele sente por seu sacerdote. Melhora ainda mais quando Jeannette é introduzida; a personalidade livre dela contrasta muito bem com a personalidade reprimida do protagonista.
O livro termina de forma previsível e agridoce, porém competente, com o protagonista renovado após deixar de se conter, mas abalado e ansioso pelo novo futuro que o aguarda. Enfim, foi uma boa leitura. Tentarei obter mais títulos do Farmer.